SOBRE O BLOOM
A plataforma BLOOM Portugal Fashion afasta-se do conceito tradicional de passerelle, com o intuito de proporcionar aos novos criadores desfiles num ambiente mais informal, urbano e multiartístico. Em português, ‘bloom’ quer dizer florescer, dar flor, resplandecer; quer também dizer frescura, prosperar, brilhar.  O objectivo é passar a mensagem de que se trata de algo de novo, algo de fresco, algo que está a nascer ou a crescer, mas também algo mais laboratorial e, portanto, mais experimental, mais arriscado, mais inovador. 

Nas edições nacionais do Portugal Fashion, no espaço BLOOM tudo acontece de uma forma ‘performativa’, ou seja, a roupa está em exposição, apesar de estar vestida. Trata-se de uma instalação viva. Para além das performances de moda, têm lugar no espaço BLOOM concertos, DJ sets e intervenções artísticas. Através deste cruzamento de diferentes expressões artísticas, pretende-se que o BLOOM seja promotor da criatividade, enquanto valor essencial da contemporaneidade nos mais diversos domínios, inclusive no económico.

Os jovens designers do BLOOM são atualmente coordenados pelo designer Paulo Cravo. Também as escolas de moda se associam a este projeto, aproveitando a oportunidade para dar a conhecer os trabalhos dos seus alunos e promover o ensino da moda em Portugal. Já integraram o espaço BLOOM a Escola de Moda do Porto, o Citex e a ESAD - Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos. Prova do sucesso desta plataforma é a transição dela para a passerelle principal de nomes como Hugo Costa, Daniela Barros, Estelita Mendonça, Susana Bettencourt e, mais recentemente, Carla Pontes e Mafalda Fonseca.

Lançado em Outubro de 2010, por altura do 15º aniversário do Portugal Fashion, o BLOOM revelou-se, desde logo, um sucesso em termos de originalidade das propostas de moda, de público interessado e de atenção mediática. A aposta em jovens criadores é, desde há muito, um dos pilares da estratégia do Portugal Fashion. O evento procura funcionar como alavanca de talentos emergentes, de modo a renovar o panorama da moda nacional, a facilitar a integração de novos designers no mercado de trabalho e a preencher eventuais lacunas que empresas do setor têxtil, vestuário e calçado tenham ao nível do design. Neste sentido, o BLOOM foi concebido com o propósito de dar visibilidade ao trabalho de jovens saídos das escolas de moda e que revelam potencial, bem como de consolidar os resultados do esforço promocional que tem sido feito em criadores emergentes e já com participações anteriores no Portugal Fashion.

Ao lançar novas promessas, o Portugal Fashion está também a dinamizar todo o circuito da moda nacional. Mais criadores no mercado significam valor acrescentado para a produção industrial e um volume maior de actividades na Fileira Moda (desfiles, showrooms, feiras, castings…), com tudo o que isso implica em termos de meios humanos (manequins, cabeleireiros, aderecistas, maquilhadores, técnicos de som e luz, fotógrafos…) e materiais.

O BLOOM está também associado à estratégia de internacionalização do Portugal Fashion, através de ações nos formatos desfile e showroom. Nesse sentido, já promoveu deslocações a Madrid, Viena, Londres e Paris. Aliás, nestes dois últimos mercados a presença do Bloom em formato showroom foi assegurada no âmbito do Next Step, projeto que é o braço comercial do Portugal Fashion e cujo plano de ação contempla também os jovens criadores. É neste enquadramento que os designers do BLOOM têm marcado presença assídua nos showrooms das Semanas de Moda Masculinas de Londres e Paris. O Next Step tem como pressuposto a exiguidade do mercado interno e aposta nas marcas portuguesas, particularmente as mais jovens, através de um plano de ação que combina o fomento da internacionalização e das exportações com o acréscimo de valor. Trata-se de um suporte à competitividade que envolve consultores especializados e que contempla apoio ativo e serviços nos mercados visitados, mas não deixa de apostar na formação de competências (de gestão, de networking, de expansão e internacionalização, de prospeção e força de vendas) com vista à conquista de recursos humanos, tecnológicos e até financeiros.