FacebookInstagramVimeo
Joana Braga
Inspirada numa corrida mental noturna de uma jovem descontrolada, que perdida no seu próprio sonho, dá de caras com uma sala do museu do Louvre, cheia de quadros e esculturas, cobertas de panos e plásticos. Assustada, começa a retira-los, descontroladamente, revelando as pinturas, como se revelando a si mesma.

O homem surge para a controlar e acalmar, mas sem sucesso, o que resulta numa mistura dos dois numa luta interna - austero/descontrolado, simples/complicado. No final, a mulher continua igual a si mesma - descontrolada, livre e sonhadora. Ao longo da coleção esta história surge como um seguimento, refletindo-se nas peças femininas, com silhuetas oversized e influências de sleepwear, em materiais leves e esvoaçantes, com sobreposições em peças acessórias. O estampado surge como revelação dos quadros e da sua própria identidade, extensa. Os tons são neutros (branco e preto) e nudes e os coordenados são maioritariamente blocos de cor.
As peças masculinas materializam a identidade do homem, clean e sério. Mas tanto os acessórios como os materiais, recriam a ligação e a luta masculina e feminina.
Essa luta reflete-se também com a mistura de identidades, assim como detalhes e peças tanto em mulher como em homem.

No final, assim como na história, o homem desiste de controlar a mulher e resume-se a uma silhueta mais simples e clean, enquanto que a mulher é igual a ela mesma - livre, intensa e descontrolada.

Apoios:
- Calçado por: Orate Officine