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João Sousa
Em 2010, Beverly e Dereck Joubert, ambos cineastas e exploradores da National Geographic, encontraram um leopardo numa árvore com mais de 2 000 anos em África. Esta descoberta levou a dupla numa nova e especial jornada de quatro anos e meio, acompanhando diariamente o desenvolvimento desta cria, à qual chamaram Legadema (luz do céu). 

Através da sua investigação, os Joubert aventuraram-se pelos lugares mais selvagens e mais perigosos de África, em particular o Botswana, onde vivem atualmente numa tenda num pântano e onde estão sujeitos a temperaturas extremas de calor e frio e até mesmo a terríveis tempestades. Tudo para no final conseguirem captar a essência dos animais africanos, especificamente os felinos. 

A sua iniciativa, em parceria com a National Geographic, de preservação dos grandes felinos em África surge da vontade de celebrar estes animais e dos números assustadores da sua redução nos últimos 50 anos. Há meio século existiam 450 000 leões, mas, em 2010, já só foram contabilizados 20 000. Acresce que os 45 000 tigres que existiam foram reduzidos a cerca de 3 000. As chitas, por seu turno, desceram das 50 000 espécies para 12 000. Por fim, a população de leopardos que há 50 anos totalizava 700 000 indivíduos viu-se reduzida para 50 000. Este decréscimo populacional está relacionado com a atividade dos caçadores de safaris, legal e ilegalmente, e com a procura das peles dos felinos. 

"Legadema” transmite o impacto da extinção no nosso mundo. Há um aumento significativo do branco na coleção, quase como se estivéssemos a apagar o registo destes animais ao longo dos anos. Mas, ao mesmo tempo, o branco representa uma esperança para o fim da caça furtiva e da poluição que destrói os habitats destes felinos. Há ainda uma evolução da ultimação que representa a busca abusiva pelas peles destes animais e uma redução de cor e padrão que representa o decréscimo e autenticidade dos animais.