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Maria Gambina
Fagan
 
A convulsão social e económica vivida em Inglaterra a partir do fim da década de 70 motiva a incursão de Maria Gambina por territórios turvos e solitários de inquietude e incerteza, já não instigadores de disrupção punk mas agora permeados por delicadeza e movimento.

Uma silhueta volumosa e ritmada é harmonizada com detalhes deslocados, com picos metálicos e layers plissados. Neste contraste projecta-se a frustração perante a injustiça, a desilusão sistemática que atravessa todas as crises, incluindo a contemporânea. Neste contraste projecta-se ainda uma linha narrativa que a criadora tem vindo a explorar no seu trabalho mais recente, e que entretece a Construção de Chico Buarque (P/V 19) e as palavras "Ganância", "Merda" e "Mentira" inscritas nas sweatshirts do último Outono/Inverno. Trata-se, em todos os casos, de reclamar uma voz.

Riscas construídas por união de coloretes e camadas de flores cortadas a laser manifestam uma luta interior constante mas serena. Duplo gabardine desenhado e duplo feltrado protegem cetim em riscas gráficas e voile plissado, confortados por malhas orgânicas e recicladas.

As cores são o preto, com apontamentos gráficos em vermelho e branco e camuflados por verde azeitona.

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