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EMP (Bloom)

ESCAPER BY DANIELA RIBEIRO

Inspirada num projeto fotográfico de Danila Tkachenko, ESCAPER reflete aqueles que decidem quebrar os standards atuais e procuram o retiro total da vida em sociedade. Estes homens e mulheres a que chamamos de ermitas vivem o seu quotidiano em harmonia com a natureza, afastando-se gradualmente da sua identidade social. Assim, a coleção foca questões como a liberdade individual, a dependência social e a subjetividade destes conceitos, revelando um indivíduo que procura acima de tudo conhecer-se a si próprio, oscilando entre o desejo de fazer parte de uma sociedade e a necessidade de distanciamento da mesma.

CONSUMPTION BY FILIPA SOUSA-PINTO

Como conceito base desta coleção, a jovem designer teve um padrão que assumiu como seu e como parte da sua identidade. Este, - quando desenhado - parece consumir qualquer superfície. CONSUMPTION acaba por ser o nosso retrato enquanto Seres Humanos - deixamo-nos consumir por elementos que nos rodeiam - naturais ou man made - de forma irrepetível e nunca igual. Por isso, o padrão também não é igual nem se repete, como símbolo também da diversidade de coisas que nos consome e do impacto que cada uma destas tem nós. Algumas peças apresentam-se mais preenchidas que outras e com o padrão inacabado, de forma a representar os diferentes níveis e estados do que nos consome e do quanto nos deixamos ou não ser consumidos. A evidência da falta de peças de baixo deve-se inteiramente ao facto desta coleção ser mais gráfica. Por isso, o foco reside no padrão desenhado à mão e no material que o suporta - a napa.

LAYER BY GISELA SOARES

LAYER é o resultado da fusão entre uma abordagem pela arquitetura moderna conjuntamente com o conceito minimalista, que visa integrar no vestuário da coleção formas de corte reto, volumes largos, acabamentos e detalhes geométricos. As cores respeitam uma trilogia, envolvendo apenas preto, branco e cinzento. Maioritariamente as peças apresentam a sobreposição de camadas de iguais materiais e ainda diferentes, respeitando assim uma lógica de contrastes entre textura, peso e volume. Fazendo denotar as diferenciações entre volumes, as peças são caracterizadas pela conjunção de elementos geométricos confecionados de forma a reproduzir espaços aleatórios de forma lógica, como se de um puzzle se tratasse. Acabamentos e alguns detalhes assumem o papel secundário desta coleção.

WOOLEN BY INÊS ASSUNÇÃO

WOOLEN WIGS é inspirada na passagem do tempo - diretamente associada à irreversibilidade das situações e do próprio tempo -, mas também na forma como o tempo pode ou não ajudar em situações da vida. Tal constatação é refletida no material usado para a coleção (tela de esmirna e lã 100% acrílica), um material difícil de trabalhar. O desenvolvimento de cada peça foi muito específico, pois cada uma foi totalmente confecionada. Ao longo do processo não era possível perceber qual seria o resultado final, só quando a peça ficava totalmente pronta e depois de lavada é que a jovem designer percebia se aquele era o resultado pretendido; caso não fosse, era totalmente irreversível e teria que ser confecionada inteiramente do início. A coleção tem uma ordem definida: os coordenados fazem uma gradação do mais preenchido para o menos preenchido. A paleta tem como base um tom bordeaux, que origina um degradé em tons rosa. O cinzento surge como elemento neutralizador, bem como o tom base cru da tela de esmirna.

BODDING BY LEONOR DIAS

A afirmação mais conhecida da artista contemporânea Helena Almeida, "A minha obra é o meu corpo, o meu corpo é a minha obra”, serviu de mote para esta coleção. Utilizando a fotografia apenas como registo, a artista plástica é reconhecida por aplicar elementos auxiliares como o fio de crina nas imagens, dando-lhes assim um efeito a três dimensões. Interpretando este tema, a jovem designer focou-se nas sombras criadas a partir dessas fotografias, que aliás se encontram aplicadas em todos os coordenados da coleção (da sua obra "Onda"). Os materiais escolhidos variam entre a malha canelada e o brilho vinil, para além de outros pormenores usados nas peças como as "pestanas", que criam a ilusão das peças terem sido cortadas na parte da frente, mostrando assim o interior e reforçando o conceito do corpo. A coleção, que é considerada para meia estação, torna-se intemporal tal como as obras da artista, que mesmo pensadas e realizadas na época, são contemporâneas. BODDING está associado à presença constante do corpo da artista nas suas próprias obras. As cores selecionadas (branco, azul escuro e preto) são identificativas da artista e não podiam faltar na coleção.

DRIPPING BY NINA VALE

DRIPPING foi inspirada no trabalho do pintor Jackson Pollock que foi uma referência no movimento do expressionismo abstrato. Esta técnica de pintura foi criada por Max Ernst e, mais tarde, desenvolvida por Pollock. Para este projeto a jovem designer inspirou-se nesta técnica usando os seus próprios materiais de pintura. Houve uma necessidade de criar algo mais dinâmico e exclusivo, sendo que cada peça tem o seu padrão que não é possível repetir. Os materiais são bastante consistentes como uma tela de um quadro. Foi usada tinta acrílica para a pintura, pois esta cria uma textura com um relevo muito saliente. A nível de formas são largas e estruturadas com cortes reto.

URBAN CAMOUFLAGE BY TÂNIA VIEGAS

A coleção URBAN CAMOUFLAGE tem como inspiração as texturas das cidades, em conjunto com as ações do ser humano perante cada obstáculo/rotina diária, transmitindo um instinto de "sobrevivência urbano”. Com o objetivo de transmitir uma tentativa de inserção neste meio por parte do humano, são usado vários utensílios para representar as várias texturas urbanas. Em termos de formas existe uma fusão de streetwear com referências de vestuário clássico, volumes oversized, cortes retos e largos.