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Modatex (Bloom)

A MULHER CONSTRUTIVISTA DA "PESSOA MILITAR” BY SOFIA MARTINS

A coleção inspira-se no quadro do Boris Orlov, Pessoa Militar, e na sua essência gráfica. Esta obra retrata os heróis militares soviéticos, apoiando-se num exagero absoluto das condecorações e totens que lhes são atribuídos, e reforçam a observação de Orlov sobre o estado inflacionado dos funcionários soviéticos. Pessoa Militar foi a rampa para a viagem até aos têxteis russos cujas imagens gráficas, blocos de cor e estruturas rígidas estabelecem uma relação visual direta com o construtivismo soviético, no seu purismo de formas e cores altamente simplificadas e em perfeita harmonia. Tal como na obra de Orlov, a coleção tem na essência jogos de cor e macro grafismos, refletindo assim múltiplas referências visuais, a par do uso da pele e do ecletismo das combinações. Os volumes rígidos e oversized buscam a sua inspiração na crítica do estado inflacionado patente na obra, criando assim um universo paralelo para todas as mulheres PESSOA MILITAR. Austeridade é a palavra de ordem.

ASYLUM' BY FILIPA CRUZ

A coleção inspira-se no ambiente e vestuário de um hospital psiquiátrico, e reflete sobre os distúrbios psicológicos do ser humano. A alienação do espírito, a esquizofrenia e a obsessão são os seus pontos de partida. O afastamento das convenções e da realidade, a necessidade de acumular e não saber parar, influenciam a exploração de materiais e texturas desenvolvidas, originando uma linguagem de sobreposições aleatórias e criação de novos materiais. O exagero dos volumes e os acabamentos crus surgem do abandono irrefletido, da falta de controlo e do interesse reduzido na conclusão. Uma paleta de beges e branco transporta para um ambiente debilitado e obsessivo. É uma viagem entre liberdade e asfixia.

MEMORABILIA BY VÂNIA MOREIRA

MEMORABILIA, o que vale a pena lembrar. O que vale a pena reter. O que nos ocupa o lugar mais profundo e intocável da mente. Este é o ponto de partida, o criar imaginários – numa recolha de lembranças e reflexos de interesses e vivências. Uma tradução de quem somos, como fragmentos das nossas memórias. Como growing potholes. O contraste entre o conforto e a envolvência de cupros em tons acinzentados, onde despontam estampados cor de chumbo como fragmentos ou resquícios de memórias, sobre uma aparente rigidez de formas construídas com pregas, e jogos de perspetivas infinitas orientando as nossas recordações. O ambiente de nostalgia vive na coleção, nas suas peças e paleta, nos seus instantes. Nas suas memórias.

chtmAd BY FILIPE AUGUSTO

MEMÓRIA QUE TRAZ
OBJETOS, FARDAS | HERÓIS ou NÃO
ELEMENTOS BÁSICOS E COMPLEXOS
TEMPO, INFÂNCIA | PRESENTE… AINDA
SÓ ELE PARA ME TORNAR ASSIM 

chtmAd inspira-se num ambiente de hospital. Nas manchas de pessoas indistintas que percorrem os seus corredores. Um laranja perturba a paleta fria e impessoal de azuis e verdes, tornando-se um foco de atenção. As formas reinterpretam os uniformes indistintos, mas distintivos dos habitantes deste labirinto. Materiais de aspeto clínico e assético reforçam esta memória.

KLOHZ-LAHYN BY JOUR DE FÊTE - ANA JOÃO AZEVEDO

A colecão KHOLZ-LAHYN inspira-se num objeto quotidiano – o estendal, apresentando-o sob dois pontos de vista: produto e peça de arte. Enquanto produto, aparece como referência nas revistas femininas das décadas de 50 e 60, mas como objeto artístico é utilizado como crítica social através da alteração do seu universo simbólico, criando-lhe um novo. A coleção vai buscar esta dualidade inspirando-se na alfaiataria, com cortes clássicos e oversized, que se desconstroem e se misturam com drapeados e detalhes de underwear, mimicando as peças a misturarem-se no estendal e que, por momentos, adquirem novas formas e significados. A contemporaneidade é conseguida pela utilização de uma paleta neutra de nude, cinzas, preto e azul, em materiais como a mesh e uso de ferragens.

A RAPARIGA QUE QUERIA SER UM PÁSSARO BY BEATRIZ ARROJADO

A rapariga que lia contos infantis cresceu e constatou que a realidade não possuía as características prodigiosas que tanto alimentavam os seus sonhos e fantasias. Percebeu que não possuía as características notáveis e significativas das suas heroínas, frágeis meninas que tinham a capacidade de mudar o mundo. A "rapariga-pássaro” sucumbiu à melancolia. A análise da anatomia e fisiologia dos pássaros serve de base para o desenvolvimento desta coleção. Inspiram as formas e os drapeados que envolvem a "rapariga-pássaro”, tornando-se a concretização do seu alter-ego. As proporções são intencionalmente desproporcionais, remetendo para o imaginário infantil e o universo dos contos que lia. A paleta inspirada em pardais e os materiais envelhecidos, com apontamentos de brilho, criam um imaginário fantasioso e utópico.