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Maria Meira
Maria Meira apresenta-nos uma coleção minimalista, inspirada em obras de Shai Langen, um artista plástico que transforma e modela o corpo humano de uma forma performativa e intuitiva, recorrendo a experiências e ao uso de materiais diferentes, como a pasta de papel de parede e tinta acrílica. Fascinada pelas experiências deste artista, Maria aprofunda mais a sua pesquisa e encontra a escultora e instaladora o seu foco principal o corpo humano como um meio semiótico. Para Glendinning, a arte é a principal ferramenta para investigar temas psicológicos e filosóficos.
Através de tais referências, a Designer apresenta-nos uma coleção inspirada no corpo humano e na vulnerabilidade deste. Usa tecidos transparentes que sugerem intimidade e expõem a pele, bem como cordões circulares que contrastam com a ideia de exposição e liberdade, uma vez que são uma espécie de amarras – representando a ideia de proteção quando alguém não está totalmente consciente de si, ou apresenta algum distúrbio.
A escolha da palavra SUB, gravada nas percintas, reforça esta última ideia de subordinação e, até, uma certa inferioridade.
A designer pretende criar peças leves, transparentes, etéreas, que transmitam uma sensação de pureza ao espectador, mas que, ao mesmo tempo, representem uma ideia forte de ingenuidade, falta de confiança e de vergonha. Esta última ideia surge a partir da proximidade de um corpo ao outro, do toque e do vislumbre de uma certa nudez.