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BLOOM | Marcelo Almiscarado
Aluído

Aluído, parte da observação de uma jarra com flores no interior de uma casa. Flores de jardim, retiradas do seu ambiente natural com o objetivo de elevar o valor estético de outro ambiente ao direcionar o foco para estas.

A quantidade de tempo que as flores estão frescas acaba por ser menor que a quantidade de tempo que estão a apodrecer, sendo eventualmente descartadas e substituídas quando já não possuírem o valor estético desejado. São porém preservadas, exibindo continuamente o seu processo de decomposição.

Isto gera uma reflexão sobre a necessidade instintiva de contrariar algo que representa finitude que se sobrepõe à aceitação do desenvolvimento orgânico. Tentar moldar algo que se está a desintegrar ou algo que morreu, mas que continua a manter virtuosidade. A tranquilidade gerada pelo recorrente pensamento de cessar em oposição à ansiedade de perdurar.

Estas referências aparecem aqui representadas através da exploração dos materiais que são termocolados de forma irregular, conjugados com as silhuetas assimétricas. Isto é enfatizado pelo cruzamento colaborativo com o criador transmedia Gil Monteverde, nas esculturas têxteis encapsuladas em cera que funcionam neste contexto como chapéus.


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