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ESAD (Bloom)
SARA BARBOSA MARQUES
" MINIMAL REVOLUTION”

Minimal Revolution é uma coleção elegante e feminina inspirada em Cuba, no período da década de sessenta. Dos fatos masculinos usados pelos cubanos surgem peças que combinam linhas rígidas e linhas orgânicas soltas, estas também inspiradas na alegria contagiante destes homens e nas capas usadas nas barbearias da época.

De inspiração na folha do charuto aparecem fitas contemporâneas de plástico. Os franzidos transmitem força e volume. A silhueta torna-se longilínea e reta como a figura do homem cubano. Assim, o denim tem um carácter rígido, estruturado e descolorado refletindo também o árduo e suado trabalho da população cubana. Em contraste com a rigidez do denim são coordenados tecidos leves e soltos que simulam liberdade. A paleta de cores da coleção é retirada das ruas de Havana: amarelo-torrado e preto combinados com tons mais leves e esbatidos que revelam a fraqueza e a sensibilidade da cidade.

CAROLINA MACHADO
" BARE”

A coleção "BARE” surge como uma necessidade de autoconsciência e habilidade que o ser humano sente de se reconhecer a si próprio como indivíduo, à parte do ambiente tecnológico que o rodeia e valorizando os elementos naturais. O conceito de antropocentrismo foi o ponto de partida para a elaboração desta coleção feminina para o período primavera/verão 2015/16. Os vários cortes das peças pretendem realçar pequenos detalhes do próprio corpo humano, elemento que inspira as tiras que rodeiam algumas das peças, valorizando as suas curvas e formas.

A paleta de cores desenvolve-se numa gama de azuis com pequenos apontamentos de bege, fazendo referência à fotografia de Peter MacDonald do transbordo do rio Eyre, na Austrália. Os materiais utilizados são: denim, linho e olho-de-perdiz.

FRANCISCA PEREIRA
"PART II”

Em "Part II’’ do seu trabalho, Francisca Pereira adiciona o vermelho na sua usual paleta de cores: preto e branco. A adição do vermelho tem um certo peso a nível conceptual, representa o romper da melancolia para uma revolta destrutiva. Com referências alusivas a Donnie Darko ‘’Destruction is a form of creation’’, apresenta destruições construídas com fortes influências alusivas aos móveis vitorianos construídos pelo seu avô. Desta forma assemelha as matérias-primas utilizadas à madeira: ‘’Ele fazia obras de arte para serem utilizadas, quero tentar fazer o mesmo’’.

Francisca utiliza técnicas como a feltragem, os bordados e até a tatuagem sobre matérias-primas como a pele. Podemos observar a destruição construída através dos fios estrategicamente posicionados e também por técnicas como o devoré. As suas silhuetas são longilíneas e assimétricas, onde é evidente o contraste entre matérias-primas rígidas e fluídas.

BEATRIZ BETTENCOURT
"INSIGHT”

"Insight” é uma coleção citadina, retratando uma viagem à consciência humana. A coleção reflete a capacidade de discernimento e autoconhecimento que adquirimos de nós próprios, sendo esta introspeção conseguida através da perceção das nossas imagens mentais, memórias (visuais, auditivas, olfativas, sonoras, tácteis), as nossas intenções, as emoções, os conceitos, os raciocínios e interesses que nos movem.

Trabalhando de um modo abstrato, a própria silhueta da coleção reflete-se de uma forma desconstruída, na qual a primeira camada mais estruturada/oversized vai perdendo intensidade, tornando-se mais descontraída quando mais próxima do corpo. Demonstrando a passagem do material para o imaterial. As peças são convencionadas em tecidos técnicos e malhas compactas, onde as cores são trabalhadas de forma contrastante: o cinza e o branco com igual densidade, nuances de azul royal e toques de coral na totalidade das peças e em pormenores. O estampado da coleção aparece na forma de all over e contempla o conceito de fragmentação/destruição inerente à mesma. Tendo como foco a mulher ativa, dinâmica e bem-sucedida, "Insight” procura transmitir uma mensagem positiva de transformação interior.

ANA OLIVEIRA
"CASA DA BRASILEIRA”

Ana Oliveira apresenta uma coleção elegante, divertida e citadina. Matérias-primas rugosas, como a casca de uma laranja, dão textura e volumetria a este conjunto de coordenados minimalistas, enquanto silhuetas retilíneas edificam peças femininas e irreverentes. É no imenso amarelo e na estrutura da sua casa de infância, que Ana Oliveira dá forma e cor a esta coleção. Paredes geométricas e planos sobrepostos predominam nos vestidos e macacões, com aberturas retangulares semelhantes às janelas da casa. Também os remates das peças remetem para acabamentos em silicone ou cimento de um edifício. Assim, através de um insaciável amarelo e da geometria das silhuetas, pretende transmitir com as suas peças, a fusão perfeita entre a alegria nordestina da sua Mãe e a elegância e simplicidade portuguesa do seu pai, bem visível na arquitetura do exterior da ‘casa da Brasileira’. 

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