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Luís Buchinho
O ponto de partida para a inspiração da coleção de Luís Buchinho é explicado, pelo próprio, da seguinte forma. A coleção foca-se em torno de três fortes movimentos daquele tempo mítico: primeiro, a femme fatale de preto, com o seu sexy allure, à semelhança do videoclip da música The Chauffeur, dos Duran Duran; segundo, o lado andrógeno das primeiras boysbands, tais como os Spandau Ballet; e, finalmente, a excentricidade da moda, no seu apogeu, personificada nas bandas Culture Club e Thompson Twins. As silhuetas que são fiéis às suas lembranças materializam-se em calças masculinas, sobretudos largos e casacos oversize, que jogam com o paradoxo de looks glamourosos, como vestidos em forma de tubo, casacos justos e camisas pregueadas.

Luís Buchinho revisita ainda duas obsessões associadas aos anos 80. Casacos, saias, vestidos e calças arrojadamente "quebrados", em contraste com ombros simplesmente exagerados. As estampas gráficas e as cores aplicadas (preto, branco, bordeaux, azul ou mostarda) remetem para as típicas capas de álbum da época, com um "piscar de olhos” a revistas de música míticas, como as alemãs Bravo e Pop Rocky. Primando sempre por uma seleção de materiais cuidadosa, nesta coleção primavera/verão 2016, o couro contrasta com o tafetá de seda e o chiffon; malhas jacquard e rendas desestruturadas. Para Luís Buchinho, o verão 16 é uma viagem de regresso ao passado, para uma época que lhe é muito querida. Foi durante este período, em particular, que emergiu a sua paixão pela estética visual e a aventura da sua vida começou.
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