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Do Bloom à passerelle principal
Do Bloom à passerelle principal
Miguel Flor, Estelita Mendonça e Susana Bettencourt são três nomes indissociáveis do espaço Bloom. Sobre a plataforma do Portugal Fashion dedicada ao lançamento de jovens criadores são unânimes em considerar que impulsiona a construção de uma carreira consistente. Descubra porquê.

Quase se poderia aqui aplicar a velha máxima de "sangue, suor e lágrimas”, expressão da autoria do estadista Winston Churchill, sendo certo que à exceção da primeira palavra desta tríade, o percurso dos jovens designers apoiados pelo Portugal Fashion encontra-se alicerçado por um forte sentido de comprometimento e longas horas de dedicação ao projeto. 

Que o diga o ex-bloomer Estelita Mendonça, que mesmo após a subida à passerelle principal em março de 2014, confessou ao programa "Faz Sentido” da SIC Mulher que "tranquilidade e solidez” são estados que nunca vivencia na plenitude, até porque acredita todos os processos criativos são dotados das suas idiossincrasias.

Visão integrada do negócio

Um enquadramento que, apenas pela leitura destas primeiras linhas, faria antever uma inquietação constante do criador (um desassossego – diga-se – próprio de qualquer artista), mas que na verdade materializa o trabalho de bastidores de uma equipa especializada nas mais diversas áreas de negócio, que auxilia os jovens designers na construção das suas marcas, com toda a vertente de gestão e componente comercial dela indissociável. 

Algo que se edifica ao longo dos anos, tal como afiança Miguel Flor, coordenador do Bloom, que desde o arranque do projeto – há praticamente seis anos – promove o scouting em busca de talentos emergentes, que depois de identificados, "quer através de portfólios que vamos recebendo, quer através de competições de escolas de moda e, claro está através do Concurso Bloom, de caráter bianual”, trilham o seu caminho rumo à criação de negócios com estrutura para vingar no competitivo setor da moda. Não obstante, o sucesso pode assumir diversas formas e para Miguel Flor o mais importante é que se cumpra o desígnio do espaço Bloom: contribuir para carreiras de excelência, até porque como fez questão de referir a plataforma não foi pensada "única e exclusivamente para lançar jovens criadores em nome próprio”, havendo também lugar a rumos alternativos, como de resto são exemplos alguns ex-participantes que são "absorvidos por studios ou por grandes empresas internacionais”.

Do espaço Bloom à passerelle principal

Considerando que a passagem para a passerelle principal corresponde a responsabilidades acrescidas inerentes à apresentação de um desfile, a designer Susana Bettencourt, que desenvolve as coleções a partir do seu atelier em Londres, é perentória em concordar com Estelita Mendonça, no que ao trabalho de bastidores diz respeito. A título de curiosidade é o par com quem partilha uma trajetória semelhante no Portugal Fashion, tendo ambos nesta última edição protagonizado um desfile conjunto no Convento do Beato, em Lisboa. 

"Acima de tudo precisamos saber quem é o nosso cliente, para quem queremos vender e qual a mensagem que queremos passar”, algo que só se materializa através do inevitável duo "tentativa-erro”. Passos pequenos, mas seguros, permitem a Susana olhar o futuro com confiança. Com ambição e talento de potencial global, a aposta está na internacionalização, de que é exemplo a sua recente incursão pelo showroom da London Fashion Week, em fevereiro de 2016.

Um conjunto de pequenas grandes vitórias que assumem as mais variadas formas. Para Estelita, as duas distinções que granjeou recentemente – uma menção honrosa da International Fashion Showcase (IFS) e o galardão de Melhor Jovem Criador, na categoria Moda, pelos Prémios Novos atribuídos da Fundação Calouste Gulbenkian – configuram um incentivo extra na senda da consolidação da identidade da sua marca, quer no panorama nacional como no plano internacional.

Ex-bloomers que singram no competitivo mundo da moda e fazem também parte da história do Portugal Fashion. Para ver a conversa na íntegra clique aqui.