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David Catalán: o designer que escolheu o Porto para dar vida às suas criações
David Catalán: o designer que escolheu o Porto para dar vida às suas criações
É um dos criadores emergentes mais sonantes da moda portuguesa e não lhe faltam conquistas para registar no currículo. Conversámos com David Catalán, o criador que cresceu na plataforma Bloom e deu o grito de independência na passerelle principal do Portugal Fashion, sobre a carreira já preenchida e o sonho cumprido de ser designer.

"Quero ser designer desde que me lembro. Faço o que gosto e soube-o desde sempre”. Determinação é uma boa palavra para descrever David Catalán e o seu percurso profissional até aos dias de hoje. É natural de Espanha, mas foi em Portugal que encontrou a casa para as suas criações. A Escola de Artes de Corella e a Escola de Design de La Rioja foram as instituições onde recebeu parte da sua formação em design, antes de decidir que o Porto seria a sua próxima paragem enquanto estudante de moda. "Depois de ver o vídeo de uma exposição da Maria Gambina, decidi que queria ir estudar para a escola onde dava aulas”, conta o designer sobre aquele que foi um dos grandes passos do seu caminho profissional. Foi assim que veio a integrar a Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos (ESAD), licenciando-se em Design de Moda e Vestuário, a última etapa da sua formação.

Mas o curso coordenado por Maria Gambina viria a oferecer bem mais do que formação e um grau académico, ou não fosse através da ESAD que David Catalán ficou a conhecer o Concurso Bloom do Portugal Fashion, no qual foi finalista e arrecadou a oportunidade de integrar a plataforma, corria o ano de 2016. Foi assim que o jovem criador se fixou no Porto, com o vislumbre de uma carreira promissora que, na verdade, já tinha dado os primeiros passos em 2014, ao apresentar coleções na plataforma EGO na Mercedes-Benz Fashion Week Madrid, a primeira experiência internacional em formato de desfile. O Bloom, como aliás é o seu primordial objetivo, serviu de trampolim a David Catalán e ajudou a que o designer entrasse no circuito profissional da moda, uma missão concluída com sucesso. "O Bloom foi uma preciosa ajuda inicial”, revela David. "Possibilitou-me mostrar o meu trabalho numa plataforma com visibilidade e assim foi determinante no lançamento da minha carreira”, conclui o criador.

Assim se afirmou a marca David Catalán: contemporânea e colorida. Uma identidade única onde o streetwear é o principal protagonista, aliado à presença assídua dos detalhes clássicos e à forte influência do estilo vintage. Talvez seja pela estética muito própria da marca que David Catalán não tem dúvidas quanto à persona que a veste. "A pessoa que veste David Catalán é jovem e alternativa. Gosta de roupas diferentes, mas ainda assim práticas”, afirma o designer, que nos últimos anos tem conseguido encontrar o seu público-alvo por mercados internacionais, dada a facilidade com que os clientes se podem relacionar com o estilo e conceitos que estão na base das coleções. Tanto em contexto de showroom como em formato de desfile, David Catalán já concretizou ações internacionais em cidades como Madrid, Istanbul, Londres, Roma e Paris, destacando-se a participação na semana de moda da Altaroma, em janeiro do ano passado, e a exposição sazonal das suas coleções em conceituados showrooms da capital francesa. "Obviamente que a internacionalização da marca num mercado global, que é hoje o que temos, é determinante para o sucesso e continuidade da mesma”, confessa David. Ainda assim, o criador espanhol crê que o mercado europeu é ainda um campo pouco explorado, mas que pretende continuar a explorar.

Para David Catalán, a conquista internacional não é apenas um dos objetivos da marca a longo prazo, mas também um dos momentos altos da sua carreira enquanto designer. Quando questionado sobre o melhor momento até agora, elege aquele que lhe permitiu estar hoje no Portugal Fashion. "Estar na semana de moda espanhola deu-me uma maior projeção e retorno de possibilidades. Na verdade, permitiu-me estar onde estou agora no Portugal Fashion”, revela. O seu lugar é agora na passerelle principal da semana de moda portuguesa, onde se estreou em março último, após dois anos de incubação na plataforma Bloom, dedicada aos novos designers. E o que mudou até agora? "Apenas mudou um pouco em termos de responsabilidade, ao passar para o palco principal. Mas encarei isso como motivação adicional para evoluir ainda mais em termos criativos, assim como conseguir surpreender e projetar ainda mais a marca”.