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Novos designers emergem no laboratório Bloom
Novos designers emergem no laboratório Bloom

Não são bebés-proveta, mas definitivamente nascem no ambiente laboratorial e multiartístico do espaço Bloom. São jovens designers que aprendem a gatinhar e a dar os primeiros passos numa plataforma que acolhe performances de moda e desfiles disruptivos. Sem dúvida uma grande família responsável pelo lançamento de 34 filhos no mercado da indústria da moda que não se limita às fronteiras nacionais.

E como em todas as grandes famílias há que mencionar o patriarca, neste caso Miguel Flor. Coordenador do espaço Bloom desde a primeira hora, é um dos principais rostos do projeto. Orgulha-se dos "seus filhos” e congratula-se com os altos voos que arriscam fora da sua asa, quer se trate de pisar a passerelle principal da edição nacional do Portugal Fashion (como já aconteceu com Hugo Costa, Daniela Barros, Estelita Mendonça, Susana Bettencourt e, mais recentemente, com Carla Pontes e Mafalda Fonseca), ou até mesmo através das participações que ocorrem nos certames internacionais (aos anteriores nomes acrescente-se nesta listagem a marca K L A R, que já fez incursões nos showrooms das Semanas de Moda de Londres e Paris, e as marcas HIBU., [UN]T e o bloomer Pedro Neto, que participaram na International Fashion Showcase, inserida no programa da London Fashion Week).

Mas às viagens internacionais dos ex-bloomers dediquemos um parágrafo exclusivo, tamanhas as façanhas que têm protagonizado nos últimos anos. Ora o mais recente caso paradigmático do sucesso desta plataforma que cria filhos para o mundo foi a estreia de Hugo Costa na Semana de Moda Masculina de Paris, com um desfile individual inserido na programação oficial do certame, em junho de 2016. Um marco assinalável também para o projeto Portugal Fashion, que pela primeira vez esteve presente no evento com um criador nacional. Destaque ainda para o recente desfile coletivo protagonizado pelas ex-bloomers Daniela Barros e Susana Bettencourt (e ainda pela marca Pé de Chumbo) no prestigiado evento de moda italiano Altaroma, que teve lugar no mês de julho, em Roma. Voando na máquina do tempo, se recuarmos quatro anos recordamos os desfiles de seis jovens designers (Carla Pontes, Daniela Barros, Estelita Mendonça, Hugo Costa, Joana Ferreira e João Melo Costa) no Matadero de Madrid. E se regressarmos a 2013, testemunhamos as criações de Daniela Barros e Estelita Mendonça (numa altura em que ainda gozavam do estatuto de delfins) a pisar a passerelle da Semana de Moda de Viena.

Uma família que acolhe novos membros

Não se costuma dizer que numa mesa composta por um elevado número de pessoas "há sempre lugar para mais um”? Na verdade, é esta a filosofia subjacente à grande família Bloom. Razão pela qual de dois em dois anos acontece o Concurso Bloom. Uma competição a gravar nos anais da História do projeto-mãe e que assinalou em março a sua quarta edição, integrando novos elementos na linhagem: a marca vencedora Amorphous, da jovem criadora Carla Alves, bem como os talentos Inês Maia, Sara Marques e David Catalan.

De facto, o desafio tem possibilitado aos vencedores o acesso a um conjunto de apoios de ordem financeira, técnica, promocional e estratégica, que visam não só suportar o desenvolvimento das suas coleções, mas também a estruturação profissional das respetivas atividades. Afinal, cabe aos pais proporcionar o melhor aos seus filhos. Para além deste suporte de retaguarda, aos finalistas é ainda dada a oportunidade de apresentarem as suas coleções no Bloom durante duas edições nacionais consecutivas.

Um projeto que privilegia a afirmação da identidade artística

Mas afinal porquê Bloom? O nome não foi escolhido ao acaso, dado que na língua anglo-saxónica significa florescer, resplandecer, prosperar e brilhar. Um espaço por excelência que permite às novas promessas da moda nacional ousar na experimentalidade, atrevendo a incorporação de tendências underground nos seus coordenados e inovando nas performances artísticas. Uma inspiração que se respira desde logo nos set designs construídos sob orientação de Miguel Flor e que surpreendem em cada edição com novas estéticas e uso de materiais inusitados.

Considerando o papel interventivo da plataforma, que tem possibilitado a descoberta de novos talentos da moda nacional através da consagração de designers e marcas, o projeto-mãe prepara-se para, brevemente, dar ainda mais autonomia à sua cria. Novos desafios estão na calha e o Bloom irá com toda a certeza agarrá-los. Por ora não revelaremos quais, mas se estiver atento(a) certamente descobrirá!

 

Bloomers: David Catalán, Eduardo Amorim, HIBU, Inês Torcato, K L A R, Maria Kobrock, Olímpia Davide, Pedro Neto, Sara Maia, [UN] T, e ainda as escolas EMP, ESAD e Modatex.