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Primavera-verão 2016
Primavera-verão 2016
Tendências para todos os gostos e estilos: combinações que se transformam em vestidos, corres quentes e garridas, padrões gráficos, folhos, sobreposição de peças, texturas improváveis e acessórios statement evidenciaram-se nas passerelles um pouco por todo o mundo. E Portugal não foi exceção.

O rol de tendências poderia continuar a desfiar-se, não encerrasse a própria palavra um léxico abrangente, que varia de acordo com a propensão ou inclinação de quem as dita. De facto, em torno das semanas de moda ocorridas entre setembro e outubro de 2015 foi-se construindo um imaginário que toma agora contornos mais precisos. O ritual assim o obriga: depois de cada apresentação há tempo para analisar ao pormenor cada invenção, catalogar inspirações, criticar com disfarçada bonomia um deslize de um conceituado criador ou marca. Ultrapassada esta fase, o mais difícil e rigoroso dos testes: ver como se enraízam as tendências no prêt-à-porter, o braço mais forte de uma indústria em constante renovação. Passemos então ao deslindar do que esta primavera-verão nos reserva.

Sleepwear e anos 90

"Primeiro estranha-se, depois entranha-se”, assim se resume o sentimento que a maior parte dos fashion advisers tem relativamente à sleepwear que se transporta para as ruas com toques refinados, através da utilização de tecidos fluídos e motivos florais, como o deu nota a edição francesa da Vogue. Uma tendência que veio para ficar e que, desde que conjugada com outras peças-chave, como uns simples stilettos, pode converter-se numa nova abordagem ao estilo casual chic, de acordo com este artigo da americana Glamour.
E porque desde há várias temporadas se assiste a uma onda revivalista que invadiu as passerelles, esta estação quente não foge à regra. Em 2016 ressurgem os anos 90, último reduto de um século que antecedeu a entrada do novo milénio. Nomes icónicos no mundo da moda tiveram nesta década o seu período áureo: fala-se de Kate Moss, Cindy Crawford ou Naomi Campbell. Outras inspirações colheram-se de grandes vedetas da música pop, como as Spice Girls ou os Oasis. E até mesmo no campo da ficção, os seis personagens que compunham a série Friends marcaram uma geração. Peças de roupa tingidas, camisas de xadrez, veludos, tops low-rise são alguns dos indicadores fashion de outrora que regressam em força, como o testemunhou o diário de referência inglês The Guardian. Precursora desta tendência foi também a jovem designer nacional Susana Bettencourt, que através do uso das malhas construiu uma coleção que bebe alguns detalhes dos anos 90, como os mini tops.

Inspirações latinas e ousadia nas propostas

Mas nem só de reminiscências de outras épocas vive esta fashion season, também de países e ways of life. Desta feita, as influências hispânicas fizeram-se notar nas propostas para o tempo quente e designers e marcas como Diane von Furstenberg, Proenza Schouler, Michael Kors, ou Peter Copping para Oscar de la Renta incorporaram-nas nas suas coleções, assim o noticiou a Elle. Na passerelle nacional, o criador Nuno Baltazar foi mais longe, até África, continente em que se inspirou para construir coordenados em tons igualmente quentes.

Folhos, padrões "piquenique”, cores vívidas, riscas verticais, tecidos brilhantes com mirror effect, compõem looks aparentemente despretensiosos, todavia elegantes, e foram sobejamente observados nas lantejoulas da dupla Alves/Gonçalves, na cor amarela do calçado de Luís Onofre nas riscas de Carlos Gil, na sobreposição de peças de Diogo Miranda e Anabela Baldaque, tal como o registou este artigo de cobertura da Activa Online. No plano internacional, o mesmo espírito ousado foi notado nos desfiles de Miu Miu, Stella McCartney, Gucci, Prada e Louis Vuitton, respetivamente, refere a Marie Claire UK, que no campo dos acessórios destaca as correntes, as backpacks, as carteiras com motivos gráficos, os brincos tamanho XL e os sleepers (no calçado a tendência sleepwear também a marcar pontos) como os hits da estação.

X-Factor e estilo vintage

Ombros a descoberto, outra tendência obrigatória para a primavera-verão 2016 (comummente apelidada de "x-factor”) foi registada pela blogger mais influente do mundo, a italiana Chiara Ferrari, na New York Fashion Week. Por cá, Luís Buchinho ombreou esta tendência, tendo optado por evidenciá-los, o que não significou necessariamente deixar os ombros visíveis. O vintage, tendência transversal a praticamente todas as estações, assume nesta temporada um estilo naïf, inspirado nos looks vitorianos. Se na verdade os anos 90 são por esta altura "reis e senhores”, ficou igualmente patente neste artigo da Harpers Bazaar que os designers deram largas à sua imaginação na incorporação de épocas idas, como o demonstram a Chanel, Christian Dior, ou Dolce & Gabanna.

Tendências menswear

No masculino, a GQ inglesa diz-nos que é tempo de arriscar nos padrões, da "cabeça aos pés”, atitude que se vislumbrou nas coleções de Yohji Yamamoto, James Long e Neil Barrett. Contudo, engane-se quem pensa que assistiremos a uma explosão de cores, pois de acordo com os desfiles de Missoni ou Oliver Spencer, o cinzento representa a tonalidade dominante nas peças. Ou ainda o preto e branco de Miguel Vieira. Uma palete monocromática entrecortada pelo acessório-sensação da estação: o lenço de pescoço ou "neckerchief” que, claro está, foi avistado com mais frequência na semana de moda parisiense, como o pôde comprovar o desfile da Hermès. Ainda assim, não se poderá concluir que este verão a moda masculina se confinará a uma grey area. Os macacões estão de regresso (readaptados por Alexander Wang ou pela Givenchy) e a ganga também, tal como ficou patente no desfile da Lion of Porches, sendo que outras marcas deram especial relevo à ganga em cor branca (Tommy Hilfiger, Dior Homme, Polo Ralph Lauren, Calvin Klein Collection), como o regista o site TheTrendSpotter.

Concluída a síntese das principais tendências de moda para a estação de veraneio, pode agora selecionar aquelas que mais lhe aprouveram, adaptá-las ao seu estilo pessoal e desfrutar do sol e do tempo quente!