FacebookTwitterInstagramVimeoPinterest
Tecnologia portuguesa ao serviço das marcas de luxo
Tecnologia portuguesa ao serviço das marcas de luxo

É uma startup nacional fundada em 2015, batizada inicialmente como Ripe. No ano seguinte mudou de nome para Plataforme, com o intuito de se aproximar à oferta do serviço: uma plataforma digital que permite ao segmento das marcas de luxo personalizar os produtos. Recentemente, garantiu seis milhões de dólares numa ronda de investimento.

Uma tecnologia inovadora nacional que promove a aproximação das marcas do segmento high fashion aos seus clientes do universo digital. A Plataforme consiste numa solução que, incorporada no site das próprias marcas, possibilita aos clientes personalizar um produto. Por agora apenas centrada na customização de calçado e malas, a startup integra no seu portefólio clientes tão sonantes como Karl Lagerfeld, ou empresas do grupo Louis Vuitton (LVMH) e do Kering, duas das maiores holdings de marcas de luxo do mundo.

Na prática, o contributo da Plataforme no upgrade da proposta de valor das marcas traduz-se na produção digital fiel do produto em 3D, possibilitando ao cliente escolher os materiais, cores e texturas do produto. Claro está, seguindo as guidelines dos criativos das marcas, que definem quais as partes onde o produto pode ser modelado e qual a palete de cores a considerar, por exemplo.

Negócio de moda escalável

Espécie de marca branca adquirida pelas marcas de moda de luxo e disponibilizada online, a Plataforme pretende avançar num futuro próximo com a oferta de outros serviços integrados, nomeadamente na consultoria logística, como explicou recentemente o cofundador Gonçalo Cruz, ao Observador. A este nível, inclusive, o trio de empreendedores (que para além de Gonçalo Cruz, reúne José Neves, CEO da Farfetch, e Ben Demiri, sócio que investiu um milhão de dólares no negócio) já começou por encaminhar alguns clientes, como Karl Lagerfeld, para luxury suppliers em Portugal, unidades de produção que têm capacidade para corresponder aos pedidos de personalização que chegam através da Plataforme. Para além disso, é também garantido todo o acompanhamento de supervisão da produção por uma equipa especializada da startup.

Na estratégia de consolidação da jovem empresa, o mercado das marcas de luxo é, sem dúvida, o foco da Plataforme. Considerando que o modelo de negócio tem por base uma taxa sobre os produtos comercializados através da tecnologia portuguesa, o posicionamento da marca rege-se pela exclusividade do serviço. Por essa razão, a disponibilização da plataforma para a fast fashion industry não está, por enquanto, prevista.

Propositadamente ausente no meio online, a Platforme (que conta com cerca de 7,5 milhões de euros investidos), tem já uma carteira de clientes que ultrapassa as cinco centenas. Os principais mercados são Inglaterra, EUA e Médio Oriente.

 

* Fonte e créditos fotográficos: Observador.pt